O HOMEM DA MALA PRETA E A GREVE DOS BANCÁRIOS.

Reri Barretto

Com a greve do pessoal do banco, o homem da mala está agoniado para “molhar a mão” dos seus corruptos amigos e garantir sua vaga no Congresso Nacional.
-Meu Deus! Que vou fazer para agradar financeiramente os meus eleitores.
-Faça uma rifa. Indaga o seu assessor.
-A eleição está perto e rifa gasta tempo.
-Vá atrás do agiota. Insiste o assessor para gozar também do dinheiro sujo do candidato corrupto.
-O juro de agiota é alto.
-Vá atrás da sua namorada rica que você arranjou para corromper monetariamente na eleição.
-Fui abandonado por ela ao saber das minhas intenções.
-Vá atrás de sua tia que guarda dinheiro no cofre.
-Ela cansou de me emprestar dinheiro e não receber.
-Vá atrás dos doleiros.
-Estão todos na PAPUDA.
-Vá atrás da turma do PCC que tem dinheiro ao vivo.
-Tenho medo. A lei do PCC é dura. Não pagou é fuzilado.
-E os bicheiros?
-Depois das mortes de Anisio e Castor de Andrade eles estão fora de moda.
-E o cofre do partido?
-Está mais liso que bunda de santo.
-Peça ao Santo Expedito.
-Não Posso?
-Por quê?
-Estou em dívida com ele com uma promessa não cumprida.
-Peça dinheiro emprestado ao diabo.
-O diabo também não gosta de caloteiro.
Desesperado, o homem da mala preta xinga os bancários, e de repente seus olhos brilham.
-Já sei! Vou pedir dinheiro emprestado a bancada evangélica.
E pensando.
-A igreja é aberta diariamente e dinheiro ali não falta.
-Não vá. A bancada só ajuda aos evangélicos.
Incentivando o politico corrupto
-Vá atrás dos laranjas?
-A Policia Federal está no encalço.
-Que politico corrupto medroso é você? Assim você não encher a mala preta. Politico corrupto sem a mala preta não ganha eleição.
-Vou atrás dos homens propineiros, mensaleiros, doleiros, e dos “laranjas” agora mesmo. Grita o politico corrupto dono da mala preta mais conhecida do local.
-E se Policia Federal lhe pegar.
-Eu faço como meu chefe barbudo e a minha gerentona, digo que não sei de nada.
-E caso não funcione.
-Eu negocio a delação premiada.

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SAMARONE E A BLAZER ENGUIÇADA DE PEDRO FIRMINO

Reri Barretto

Quando a blazer do vereador Pedro Firmino enguiçou, o político teve ajuda de todos, inclusive do então superintendente da SMTT, Antônio Samarone.
Com o problema solucionado, Pedro Firmino aproveitou o momento de alegria e tacou:
– Amigo Samarone! Espero também por outro empurrão.
-Qual?
E com a cara de tolo que lhe é peculiar Pedro Firmino apelou:
-Do empurrão político das eleições de 2008.
Antônio Samarone e as demais pessoas deram boas gargalhadas da proposta política do folclórico Pedro Firmino.

DELFINO, O CORTADOR DE AIDS

RERI BARRETTO

Delfino andava perturbado como o aumento dos aidéticos em sua pequena cidade. Ele era solteiro e gostava de freqüentar o cabaré de Natália, mas com a explosão da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, Delfino passou a ser “paranoaids” radical. Deixou de ir ao dentista, de namorar, ou doar ou receber sangue.No “castelo” não passava nem na rua.
O sonho dele era realizar o Elisa- O teste imunoenzimático, que segundo um médico oferecia 95 % de segurança nos resultados. O esculápio informou que tinha também um teste mais demorado e caro (Westeru- blod) que dava 100%. Delfino pensou em fazê-lo , mas tinha receio em ser diagnosticado com a doença.
Passava dias e dias sem comer, trabalhar e pensou até em entrar no convento. Um certo dia ele teve uma idéia cortante (segundo ele). Foi até o mercado comprou um afiado facão, aproveitou que estava em casa sozinho, tirou a roupa e colocou o pênis na mesa e ZÁSSSSSSS!!!!!
Com este ato Delfino inventou o teste mais eficiente para não contrair o vírus da AIDS.

LULA E SEU IRMÃO LAMBARI

Reri Barretto

Quando soube que seu irmão estava envolvido no escândalo da “Operação Xeque Mate”, Lula inocentou imediatamente o mano.
O quê? Meu irmão envolvido na “Operação Xeque Mate”?
-É verdade. Aqui está aqui no jornal.
-Isto é coisa de jornalista da oposição. Meu irmão não é um peixe grande.
-E o que é Lula?
-Meu irmão é inocente. Ele é um peixe lambari e está mais para lixeiro do que para lobista

RATOS NA CÂMARA FEDERAL

Reri Barretto

-Têm ratos na Câmara Federal –gritou um parlamentar assustado com cinco bichinhos roedores (dois ratos cinzas, um hamster e dois esquilos da raça Mongólia) que foram soltos pelo funcionário da Casa, Marcelo Martins de Oliveira, quando Vacari entrou no local para prestar depoimento na CPI da Petrobras.
-A CPI está virando um circo! – gritou outro.
-Seguranças pegam eles- berraram outros deputados ansiosos com os animais que corriam sem rumos na Sala de Comissão.
-Ali estão eles!
-Cadê? – salientou um segurança afobado com medo de perder o seu emprego.
-Aqui perto! Venha logo!
-Cuidado com a mordida dos ratos!-Alertou um deputado para outro.
O fato se deu no dia 09 de abril e 2015, quando o tesoureiro do PT João Vacari Neto, foi ouvido na CPI da Petrobras, acusado de ser um dos homens que participaram do esquema do cambalacho da Petrobras, quando a empreiteira pagava propina vultuosas por cada contrato firmado com outras empresas.
-Nada nos impedirá de dar prosseguimento à CPI! – falou bravo o presidente do colegiado, o parlamentar Hugo Mota (PMDB-PB).
A barafunda reiniciou com alguns deputados acusando os colegas de serem comparsas da soltura dos roedores. Indignado com a cena circense Hugo Mota pediu para reiniciar com o depoimento:
-Vamos seguir com o depoimento do senhor Vacari.
Os seguranças pegaram os roedores para alívio do ambiente e o funcionário da Câmara, Márcio Martins de Oliveira, foi detido pela Polícia Legislativa para depor e solto mais tarde.

NEM COM OS VOTOS DAS QUENGAS GANHOU

Dona do Cabaré “Minha Deusa”, Valfrida um dia cismou da vida, e se candidatou para deputada federal.
-Logo para deputada federal? Questionou uma cafetina.
-Por que não?
-É difícil.
-Difícil é tirar roupa da estátua para ver se ela está de cueca. – filosofou a velha puta e candidata a deputada federal.
-Vai deixar a vida de quenga?
-Que nada! Chegando em Brasília vou ampliar meus negócios.
-Como?
-Transformando minhas parceiras em “pastinhas”.
-Pastinhas?
-São assim chamadas as quengas dos políticos do Congresso Nacional.
-Eu vou virar uma pastinha?
-Claro.
-E eu? Berrou Sandrão o porteiro do bordel mais famoso da cidade.
-Vai ser um “Leão de Chácara”.
-Que peste é isto?
-Meu segurança!
-Vou ser um cara chique.
-E eu? – reivindicou a meiga Verônica.
-Você irá intermediar as pastinhas.
-Intermediar com quem?
-Com os políticos.
-Onde?
-Lá dentro do Congresso.
-E pode?
-Minha filha lá pode tudo.
Do bate-papo também participavam outras pessoas.
-Vamos criar um slogan. Salientou um antigo freguês do brega.
-Ou fode ou sai de cima. Berrou outro amigo da candidata
-Este não presta.
-Porque vamos perder os votos dos conservadores.
-Ou dá ou desce!
-Também não dá. É um slogan forte.
-O couro vai comer!
-Não dá!
-Estourar a boca do balão.
-Não dá!
Depois de várias ideias Valfrida entrou no assunto e ordenou:
-Achei um interessante.
-Qual?
-“Vamos gozar a vida/Votando na candidata/Chamada Valfrida.
Todos gritaram:
-Vamos gozar a vida/Votando na candidata/Chamada Valfrida.
Alegre a candidata salientou:
-Vamos brindar o slogan.
-Vamos!
Encerrado o brinde outro amigo da candidata atiçou:
-E a marca da nossa campanha, qual será?
-Uma camisa de vênus! Metralhou um cara já cheio de cachaça.
-É imoral demais.
-Um pintinho amarelo!
-Não dá!
-Por que?
-Vai parecer com a campanha da Federação da Indústria de São Paulo.
Outro mais criativo alertou:
-Ou com o pintinho amarelinho de Gugu.
-Uma flor.
-Não está certo. Aqui é lugar de macho. Flor aqui é na cama. Berrou um frequentador machão.
Novamente a quenga-mor entrou na confusão:
-Uma luz vermelha.
-Por que?
-Porque a luz vermelha identificava os antigos cabarés.
-Muito Bem – apoiaram todos.
A campanha pegou fogo. O dono do bumba aproveitando a euforia do povo criou logo a marca da “cachaça Valfrida”. A molecada gostou:
-Eu quero aquela cachaça que relaxa e goza.
-Qual? Questionava o bodegueiro com a cara envergonhada.
-A Cachaça Valfrida!
As mulheres chamadas Valfrida também não gostaram do slogan; “ Vamos gozar a vida/Votando na candidata/Chamada Valfrida”.
Deu uma confusão danada e até tentaram impugnar a candidatura. Não houve jeito!
Nos comícios da candidata as promessas eram mirabolantes.
-Se eu ganhar vou levar a cachaça Valfrida para Brasília e lá vou transformá-la em uma pinga internacional.
-Muito bem!!!
-Se eu ganhar vou fazer um projeto de lei que no ano exista o “Dia das Quengas”.
-Muito bem!
-Vou lutar para que também tenha um dia homenageando os cafetões.
-Muito bem!
-Um dia dos fuleiros.
-Fuleiros? Por quê?
-Para homenagear a fuleiragem que existe neste país.
-Muito bem!
Tudo era alegria na campanha da mariposa. O já ganhou tomou conta da campanha. Nos bares e nas feiras a candidata era a coqueluche da cidade.
Ao abrir as urnas a nossa amiga Valfrida teve poucos votos e não conseguiu chegar até Brasília para levar seus mirabolantes projetos. Decepcionada fechou seu famoso cabaré e foi relaxar e gozar seus últimas anos de vida, “onde o vento faz a curva”, com seu cafetão de confiança.

O DEPUTADO PAPA-OVO

Logo cedo o deputado e sua comitiva chegaram naquela cidade, localizada no oco do mundo do Brasil, para realizar à noite o seu grandioso comício. Apesar de ser uma pequena urbe, sua população era politizada e ali existia um complô para desmoralizar o comício.
-O quê? Que complô será este?-Gritou abismado o politico.
De imediato, o parlamentar foi até à delegacia informar ao delegado sobre o acontecimento.
-Não se preocupe que estarei atento. Amenizou a autoridade local.
Depois relatar o caso para o delegado, o político mandou sua assessoria fazer um giro na cidade para descobrir a maracutaia. Horas depois, a assessoria do deputado já estava sabendo do plano para encerrar o evento político.
-Qual?-Questionou preocupado o parlamentar.
-Ovos! Ovos!- Dizia tremendo um assessor.
-Que Ovos? De galinha? Peru? Pato? Cobra? Que Ovos?
-Eles estão tramando jogar ovos no senhor quando estiver no palanque.
-Ovos frescos ou podres?
-Sei não deputado… Sei que estão dispostos!
-Tenho uma solução agora mesmo.
-Qual é?
-Vão até à feira, as mercearias, mercadinhos, bodegas e até nos “cacetes armados” e comprem todos os ovos.
Quando assessoria ia saindo soltou um grito:
-E os ovos podres também!!! Estes são os piores…
Com os ovos comprados e devidamente guardados, o deputado à noite compareceu ao comício tranquilo. O evento teve início com um famoso Pé-de-Serra local, que foi contratado a peso de ouro, para agradar o povo. Depois do trio, veio a falação dos políticos mixurucas explanando suas ideias políticas para depois o prefeito e por fim a grande vedete politica que era o deputado.
-Boa noite. Preciso dos seus votos para trazer com meu governador verbas para melhorar o padrão de vida da população.
E o povo silencioso.
-Preciso dos seus votos para trazer com o meu governador escolas, creches, postos de saúde, delegacia, matadouro, conjunto habitacional e outras melhorias.
E o povo silencioso.
-Preciso dos seus votos para trazer com meu governador verbas para incentivar a agricultura local doando casais de cabras, bodes, éguas, bois e até galinhas e com a multiplicação dos animais a fome será zerada na cidade.
Aí o povo desabrochou.
Não queremos galinhas, deputado! Queremos todos os ovos que o senhor comprou!
Subestimando a inteligência da população o deputado ainda apelou:
-Com os ovos comprados, eu prometo ofertar omeletes gigantes, para o povo da cidade comer depois do comício.
Não acreditando na promessa o povo pilheriou do deputado:
-Cadê os ovos deputado Papa-Ovo?
– Fora, deputado Papa-Ovo!
-Caia fora, antes de realizarmos uma besteira contra o senhor deputado Papa-Ovo e sua turma de baba-ovo!
Depois do malfadado comício, o esperto parlamentar riscou aquela cidade do oco do mundo do Brasil fora do seu roteiro politico.

UM BURRO NO AEROPORTO INTERNACIONAL SANTA MARIA(SE).

Ao penetrar no saguão do Aeroporto Internacional Santa Maria, em Aracaju, o burro causou o maior “auê” no ambiente.
-Que animal pré-histórico é aquele? Gritou uma turista Sueca.
-É um burro! Ensinou uma turista cearense que estava ao seu lado.
-Burro?
-Mamãe, eu quero montar no burro! Berrou o filho da turista cearense para espanto da sueca.
-Não, meu filho! O bicho está encabulado. Ele pode lhe dá um coice ou até mesmo morder.
-Eu quero montar nele, mamãe!
Naquele momento o burro soltou uma sonora bufa para risos de todos.
-Veja gente! Ele também peida. Gritou uma espanhola.
-Se peida porque também defeca. Gritou um português abrindo sua sacola para tira uma fralda grande.
-Antes que o bicho jogue seu cocô no chão do aeroporto vou colocar uma fralda no animal. Prontificou o portuga causando uma confusão no ambiente.
-Coloca a fralda!
-Não Coloca!
Com o barulho, o burro se alvoroçou e encheu o saguão de fezes.
-Tá vendo aí? Ainda tem gente que ironiza com o português. Berrou o lusitano.
-Deixe que vou limpar agora! Eu sou paraibano e quem é da Paraíba não teme burro. Salientou o turista paraibano, partindo para o animal que empacou na hora.
-Meu Deus! O burrinho empacou, e agora?
-Coloque fogo no rabo dele. Ordenou um malandro.
-Nada de fogo! Berrou o sujeito defensor dos animais.
O barulho voltou a reinar no aeroporto. Todos procuravam soluções para retirada e limpeza do burrinho.De repente o animal solta um relincho para pânico dos turistas.
-Meu Deus? Que linguajar é este? Gritou a espanhola.
-Sei Lá?- Completou a turista sueca.
-Deve ser o grito de guerra dos terroristas islâmico! Alertou um norte-americano medroso.
-Que nada, amigo! Deve ser o grito do pessoal da Farc!
-Queremos um tradutor! Berrou um turista metido a sábio.
-Queremos um tradutor. Gritou outro homem.
Antes do tradutor chegar, um pivete (proprietário do animal), penetrou no saguão e para espanto de todos, montou no seu burro e se deslocou até o Conjunto Santa Teresa para alimentar o seu animal de estimação.

 

RENATA FAN, DENÍLSON E O REAL

Os dois apresentadores Renata Fan e Denílson estavam discutindo no programa “Jogo Aberto” da TV Bandeirantes, sobre a saída do jogador santista Lucas Lima para o exterior:
-Denílson, é verdade que o jogador santista Lucas Lima pode jogar no exterior?
-É verdade, Renata.
-Isto e REAL?
Brincalhão e sabendo que Lucas Lima está sendo sondado pelo Barcelona, Denílson chacoalha com a loura apresentadora do programa esportivo “Jogo Aberto”.
-Não é Real, Renata.
– E como estão especulando por aí?
E com a cara risonha Denílson zombeteia:
-Não é Real, Renata! É BARCELONA!!!
Renata se recupera da mancada e juntos riem da mancada.